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Prelúdio – Filhos da Noite

22/03/2010

Há muito tempo atrás, a igreja cristã começou a abrir suas asas através da Europa e os vampiros estavam estabelecidos como mitos, pois eram criaturas que faziam parte da superstição humana desde a Grécia Antiga. As raízes dos vampiros eram, naturalmente, pagãs e a fé estava espalhada pela Europa. Quando se separou, em 1054, a Igreja Cristã não tinha estabelecido uma estância para os vampiros. Contudo, a fé das igrejas católicas resultaram na Igreja Católica Romana, no Oeste europeu, e a Igreja Ortodoxa, no Leste, que podem ser diretamente ligadas ao mito vampírico, que continuava a penetrar no Leste europeu. Os Católicos Romanos acreditavam que os corpos dos seus santos não se deteriorariam, instantaneamente, nas sepulturas e sim permaneceriam intactos exalando um doce odor. Contudo, a Igreja Ortodoxa achou mais difícil inicialmente, porque isso abalaria as raízes pagãs e ela via um cadáver que não tinha se deteriorado como um sinal do mau. Por descuidos, ambas as igrejas não tinham formado uma estância para os vampiros e os colocaram como parte da fé pagã, que era naturalmente antiquada e anticristã. O paganismo estava longe de ser uma religião organizada, era um pouco mais que uma coleção de conhecimentos populares e mitologias desorganizadas, possuída por camponeses ativos que não tinham uma educação formal. Com o passar do tempo, a Igreja Católica Romana cresceu preocupada com a estabilização da mitologia pagã, que poderia conquistar a fé dos novos católicos, na qual a Igreja estava usando para tentar se expandir. Como o esperado, ela começou uma investigação sobre a mitologia vampírica. Essa instituição, com a intenção de fazer a fé pagã se espalhar e levar o paganismo, chamado de witchcraft, à extinção, o vampirismo começou a ser ligado a satã. Então foi feito um decreto, do qual falava que corpos reanimados eram como demônios a mando de satã. Como resultado, esses vampiros fugiriam de coisas divinas, como crucifixos, água benta e hóstia. A grande ironia desse período foi como a Igreja fez para acabar com as mitologias pagãs, mas foi seu próprio decreto que concedeu uma validade histórica para os vampiros. Foi assim que os vampiros influenciaram filmes e novelas, pouco antes do século XX, que ainda mostravam os noturnos como criaturas satânicas, feias e desamparadas quando confrontavam coisas do verdadeiro Deus Ebreu. Mas os vampiros continuaram se espalhando por toda a Europa, que estava completa de caçadores de bruxas e vampiros. Missas de exumações, vários corpos eram queimados ou tendo estacas enterradas em seus corações, como tentativa de livrar seus vilarejos de vampiros, se tornou uma área de constantes estudos feitos pela Igreja. Depois da histeria da praga-enigmática, mais conhecida como Peste Negra, que havia acabado na Idade Média, importantes pesquisas foram conduzidas dentro da mitologia vampírica. Provavelmente o melhor crônico de histórias vampíricas em eras passadas foi o lendário Montague Summers. Ele foi decretado bispo da Igreja Anglicana em 1908, mas depois deixou a Igreja Anglicana em favor da Igreja Católica Romana. Ele conduziu numerosos estudos sobre coisas sobrenaturais. Enfim, ao que eles procuravam destruir, deram força. A besta os habita hoje, o vampiro está vivo, não mais do que qualquer tempo no passado. Góticos vestidos de preto que rodam ruas e bares, leitores e vídeomaníacos ficam emocionados com a presença de um monstro com caninos sobrenaturais. O mal os habita e virá à tona por muitos e muitos anos.

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2 Comentários leave one →
  1. Anderson Martins permalink
    29/03/2010 16:51

    Só nesse texto já dar pra se ter uma nossa do que há de vir!

  2. Guilherme permalink
    30/03/2010 17:09

    Esse foi o texto que despertou meu interesse em ler Filhos da Noite

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