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Aos leitores, os clássicos!

20/10/2010

Sei que esse espaço talvez não seja o ideal para discutir sobre o tema, mas acredito que não posso deixar meus paradigmas sobre ele passarem despercebidos.

Durante as últimas semanas, estive “envolvido” em muitos debates e questionamentos sobre a importância dos clássicos da literatura.

Nesse período, ouvi muitas opiniões, desde: “os clássicos não são tão lidos, pois são obrigados nas escolas”, “por eles serem escritos em uma linguagem muito complexa, distanciam os jovens leitores”.

Foi então que parei para refletir sobre o assunto e, até o momento, não consegui encontrar o fio dessas ideias.

Bem, que tal imaginar todas as outras formas de arte?

Na pintura, por exemplo, pode-se encontrar adeptos/fãs de vários artistas consagrados, mas nenhum desses, ou pelo menos muitos poucos, discordarão que Picasso, Monet ou Tarsila do Amaral são complexo demais, certo?

Continuemos.

Na música, a regra continua a mesma. Até os punks mais devotos, os amantes da “música” eletrônica, podem não admirar, mas reconhecem a magnitude de Mozart, Bach ou Antônio Vivaldi. Estou sendo leviano? Acredito que não!

 Não pretendo parar, por enquanto.

 Atentemo-nos no Brasil, terra do samba e futebol. Nas   “artes” tupiniquins, também temos os clássicos. Quem nunca sonhou em assistir a um Flamengo e Vasco, Internacional e Grêmio, Atlético Mineiro e Cruzeiro ou Palmeiras e Corinthians, ao vivo, no estádio? (Só para citar alguns)

Pessoal, a palavra clássico, segundo o dicionário Michaelis, um dos mais lidos do Brasil, significa: “Diz-se da obra ou do autor que é de estilo impecável e constitui modelo digno de imitação.”

Preciso mostrar o que o dicionário descreve como impecável?

Porquanto, quando falamos em clássicos, simplesmente mencionamos aquilo que se mostra digno de imitação, de comprometimento, de admiração ou, pelo menos, um modelo.

Escritores, leitores, todos nós devemos conhecer, ler, aprender com eles, pois formaram a base de nossa identidade, o DNA que foi passado de geração a geração, que, de forma ou outra, contribuiu para a nossa formação, direta ou indiretamente.

Enfim, ninguém detesta matemática pelo simples fato de ter sido obrigado a aprendê-la na juventude.

Pergunto-lhes o motivo da repulsa com os clássicos.

Erik Santana     

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